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- Cód. Trabalho: 5278 | Palavras-chave: Hipertrigliceridemia., Fisiologia Reprodutiva, Prole, Viabilidade Embrionária
- Título: EFEITO PARENTAL NA TRANSMISSÃO DO TRANSGENE APOCIII HUMANO EM CAMUNDONGOS: ANÁLISE RETROSPECTIVA DE 10 ANOS (2015–2025)
- Autor(es): Smyrnna Cele Cabral Maia Sales, Jairo Augusto Berti
- Resumo:
A apolipoproteína CIII (apoCIII) é uma apolipoproteína de 8.8 kDa que desempenha papel central na modulação do metabolismo das lipoproteínas ricas em triglicerídeos (TG). À luz dos conceitos de Origens Desenvolvimentistas da Saúde e da Doença (DOHaD) e Origens Paternas da Saúde e da Doença (POHaD), o ambiente metabólico parental e a transmissão genética podem impactar a viabilidade e a programação da prole. O objetivo deste estudo foi avaliar a taxa de transmissão do transgene apoCIII humana ao longo de 10 anos (2015–2025), comparando os cruzamentos entre mães transgênicas (CIII) e não transgênicas (NTG). Analisaram-se 316 ninhadas (1.501 filhotes). Nos acasalamentos de mães CIII com machos NTG (n = 144 ninhadas; 670 filhotes), a herança do transgene obedeceu à proporção mendeliana de 1:1 (50,81% CIII-tgn; p =0,702). Nos cruzamentos sob a perspectiva POHaD (mães NTG × machos CIII-tgn; n = 172 ninhadas; 831 filhotes), a taxa global de transmissão foi de 47,25% CIII-tgn p = 0,143. No entanto, observou-se uma diminuição estatisticamente significante na proporção de fêmeas CII-tgn nascidas de mães NTG (41,32% CIII-tgn vs. 58,68% NTG; p = 0,0015), enquanto os machos mantiveram a proporção esperada (52,53% CII-tgn; p = 0,326). Conclui-se que a linhagem paterna (POHaD) impõe um viés sexo-específico na segregação do transgene apoCIII em mães NTG.