O objetivo do trabalho analisar as relações entre currículo, poder e hegemonia no contexto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) (2018), problematizando como sua implementação redefine as concepções, práticas e disputas no campo educacional brasileiro. O estudo se justifica por inserir-se em um momento histórico no qual políticas curriculares assumem a posição de centralidade no debate educacional, conduzidas pela nova dinâmica do capital pós-crise de 2008. O método utilizado foi o materialismo histórico e dialético, os instrumentos utilizados na pesquisa são de caráter bibliográfico e documental. Os resultados apontam que o documento busca estabelecer uma base capaz de orientar práticas escolares em todo o território nacional e, com isso, instituir um modelo hegemônico de formação e uma concepção específica de cidadania.